segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Reconstrução e Guerra do Chaco- Paraguai

A reconstrução econômica do país foi perturbada pela sequência de crises políticas, golpes de Estado e guerras civis das últimas décadas do século XIX. Apesar da existência de partidos políticos, Colorado e Liberal, a formação dos governos era, quase sempre, fruto de intervenções militares e revoluções palacianas. Durante a Primeira Guerra Mundial, quando o país permaneceu neutro, houve um período de certa prosperidade. Cresciam paralelamente as disputas com a Bolívia pela posse do Chaco. Desde os primeiros anos do século XX os dois países construíram fortes na área contestada. Após choques esporádicos, estourou a guerra do Chaco (1932-35), que os paraguaios, comandados pelo coronel José Félix Estigarribia, venceram a muito custo. O Tratado de Paz de 1938, assinado com a intermediação do BrasilArgentinaChilePeru,Uruguai e Estados Unidos, deu ao Paraguai a maior parte do território disputado e à Bolívia uma saída para o rio Paraguai via Puerto Suárez.
Lorena Saldanha 

Guerra da Tríplice Aliança- Paraguai

Francia foi sucedido por Carlos Antonio López (1840-62), que abandonou o isolacionismo, expandiu o comércio externo e a educação e abriu as portas do país para técnicos estrangeiros. Aumentava, contudo, a fricção entre o Paraguai e seus dois poderosos vizinhos, Brasil e Argentina. O ditador argentino Juan Manuel Rosas ergueu obstáculos ao comércio exterior paraguaio, mediante bloqueio econômico, enquanto reavivavam-se disputas fronteiriças. Consciente do perigo, Antonio López, tratou de fortalecer o exército, que seu filho Francisco Solano López (1862-70) teria amplas oportunidades de usar. Treinado por oficiais alemães e equipado com armas europeias modernas, o exército paraguaio tornou-se uma força formidável empregada numa aventura expansionista.
Isabella Rodrigues

Ditadura de Francia (1814-40)- PARAGUAI


Após curto período de anarquia, José Gaspar Rodríguez Francia implantou uma ditadura. Durante seu governo, o Dr. Francia isolou o Paraguai do resto do mundo, não mantendo relações com nenhum país e proibindo a emigração e a imigração. Reprimiu a oposição ao regime e utilizou a política isolacionista como meio de deter as ambições expansionistas do Brasil e da Argentina e a penetração estrangeira. A fim de evitar a necessidade de comércio exterior, o ditador estimulou a autossuficiência agrícola, mediante a introdução de novas culturas e desenvolveu as manufaturas. Essa política isolacionista contribuiu para preservar o caráter homogêneo do povo paraguaio e seu espírito de independência.
Vinicius Lindoso. 

Guerra Civil no México


Hidalgo acabou sendo vencido, preso e fuzilado em 1811. Mas a luta popular continuou sob a liderança do padre José Maria Morelos y Pavón e de Ignácio Lopez Rayón. Dessa vez, as tropas eram mais bem treinadas e causaram grande temor aos realistas.Mas a guerra de independência do México se tornou uma guerra civil entre a população indígena e mestiça, que tomou a frente da batalha, e a elite criolla, que não queria perder seus privilégios - e, portanto, não estava disposta a ceder às reivindicações populares. Os espanhóis quase não participaram desses conflitos: foram os mexicanos que, divididos, lutaram uns contra os outros.Em 1815, depois que Morelos foi preso e fuzilado, as rebeliões populares foram aniquiladas pelos criollos. Nesse mesmo ano, o rei Fernando 7º, que havia recuperado o trono espanhol, iniciou a perseguição aos criollos que tivessem defendido qualquer tipo de ideal liberal na América. A partir desse momento, a Nova Espanha entrou em convulsão novamente, só que, dessa vez, os criollos estavam na liderança da rebelião e focalizaram as guerras contra a metrópole e seus representantes, os guachupins.Depois de 11 anos de guerra, em setembro de 1821, o México se tornou independente. Mas, apesar de os criollos terem vencido os pueblosindígenas e concluído o processo de independência, as lutas sociais continuaram agudas no México.
Mariana Soares

Conspiração de Querétaro e Grito de Dolores- México


Em Querétaro, centro agrícola de Guanajuato, um grupo de ricos criollos se organizou para depor os realistas da Nova Espanha. Entre os conspiradores se encontrava o padre Miguel Hidalgo y Costilla, pároco da cidade de Dolores.
Hidalgo era criollo, padre, acadêmico, estudioso do Iluminismo e defensor das causas dos grupos explorados, por isso contava com a admiração de indígenas e mestiços.Enfrentando as consequências da grave seca que, entre 1808 e 1809, tinha atingido o México e deixara os trabalhadores em situação miserável, oscriollos de Querétaro, sob a liderança de Hidalgo, organizaram um grande levante popular contra a Cidade do México.Em 16 de setembro de 1810, Hidalgo convocou as massas populares para lutar contra o domínio espanhol. Esse episódio passou à história como o Grito de Dolores, marcou o início da luta pela Independência do México e transformou Miguel Hidalgo y Costilla no primeiro líder desse processo, à frente de milhares de indígenas e mestiços. Apesar de não ter nenhuma proposta clara para o futuro país independente, o discurso de Hidalgo - a favor do fim da escravidão, da devolução das terras aos povos indígenas e da independência em nome da Virgem de Guadalupe (a protetora do México) - repercutiu em várias regiões, fazendo com que tropas desordenadas e mal treinadas se formassem em quase toda a Nova Espanha. As batalhas entre realistas e rebeldes, então, tiveram início.Os criollos de outras regiões, que também desejavam a independência, se amedrontaram com a grande participação de indígenas nas batalhas, e por isso se colocaram a distância - e, em alguns casos, ajudaram a combater os rebeldes.
Beatriz Lima ><