segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Independência da Venezuela

O precursor da independência da América espanhola foi Francisco de Miranda, militar de Caracas. Profundamente influenciado pelos ideais liberais, serviu no Exército Real Espanhol e lutou na Guerra de Independência dos EUA. Depois da guerra, viveu alguns anos nos Estados Unidos. Foi amigo de Thomas Jefferson e, segundo algumas fontes, teria sido iniciado na maçonaria por George Washington.

No final do século XVIII, Miranda viajou por várias cortes europeias, buscando apoio a causa de independência da América. Participou de batalhas na Revolução Francesa entre 1791 e 1792, e chegou a conhecer pessoalmente Napoleão Bonaparte, que teria dito sobre ele: "Esse homem carrega uma chama sagrada na alma".

Em 1797 fundou em Londres (com representações em Madri, Cadiz e Paris) um grupo chamado de Logia Gran Reunión Americana, seguindo o modelo maçônico, com o objetivo de preparar as lutas pela independência da América espanhola. Dessa loja, sede inglesa, participaram Simón Bolívar, Bernardo O`Higgins e José de San Martín, que se tornariam líderes dos movimentos de independência americana.

Grande Colômbia

Francisco de Miranda concebia a formação de um grande império latino-americano, que compreenderia desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina, e teria o nome de Colômbia, em homenagem a Cristóvão Colombo. Enfim, em 1806, partindo dos Estados Unidos e contando com o apoio britânico, desembarcou em Coro, porto da Venezuela, pronto para pôr seus planos em ação. Nesse episódio, vale lembrar, a bandeira da atual Venezuela era o estandarte dos revolucionários.

Contudo, nesse momento, a elite criolla da Venezuela ainda não desejava a independência nem via com bons olhos o apoio estrangeiro à causa de Miranda, pois temia uma simples mudança de metrópole (da Espanha para a Inglaterra). Assim o líder revolucionário não conseguiu apoio e teve que fugir dez dias depois de seu desembarque.

André Felipe Maia

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