A reconstrução econômica do país foi perturbada pela sequência de crises políticas, golpes de Estado e guerras civis das últimas décadas do século XIX. Apesar da existência de partidos políticos, Colorado e Liberal, a formação dos governos era, quase sempre, fruto de intervenções militares e revoluções palacianas. Durante a Primeira Guerra Mundial, quando o país permaneceu neutro, houve um período de certa prosperidade. Cresciam paralelamente as disputas com a Bolívia pela posse do Chaco. Desde os primeiros anos do século XX os dois países construíram fortes na área contestada. Após choques esporádicos, estourou a guerra do Chaco (1932-35), que os paraguaios, comandados pelo coronel José Félix Estigarribia, venceram a muito custo. O Tratado de Paz de 1938, assinado com a intermediação do Brasil, Argentina, Chile, Peru,Uruguai e Estados Unidos, deu ao Paraguai a maior parte do território disputado e à Bolívia uma saída para o rio Paraguai via Puerto Suárez.
Lorena Saldanha
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Guerra da Tríplice Aliança- Paraguai
Francia foi sucedido por Carlos Antonio López (1840-62), que abandonou o isolacionismo, expandiu o comércio externo e a educação e abriu as portas do país para técnicos estrangeiros. Aumentava, contudo, a fricção entre o Paraguai e seus dois poderosos vizinhos, Brasil e Argentina. O ditador argentino Juan Manuel Rosas ergueu obstáculos ao comércio exterior paraguaio, mediante bloqueio econômico, enquanto reavivavam-se disputas fronteiriças. Consciente do perigo, Antonio López, tratou de fortalecer o exército, que seu filho Francisco Solano López (1862-70) teria amplas oportunidades de usar. Treinado por oficiais alemães e equipado com armas europeias modernas, o exército paraguaio tornou-se uma força formidável empregada numa aventura expansionista.
Isabella Rodrigues
Isabella Rodrigues
Ditadura de Francia (1814-40)- PARAGUAI
Após curto período de anarquia, José Gaspar Rodríguez Francia implantou uma ditadura. Durante seu governo, o Dr. Francia isolou o Paraguai do resto do mundo, não mantendo relações com nenhum país e proibindo a emigração e a imigração. Reprimiu a oposição ao regime e utilizou a política isolacionista como meio de deter as ambições expansionistas do Brasil e da Argentina e a penetração estrangeira. A fim de evitar a necessidade de comércio exterior, o ditador estimulou a autossuficiência agrícola, mediante a introdução de novas culturas e desenvolveu as manufaturas. Essa política isolacionista contribuiu para preservar o caráter homogêneo do povo paraguaio e seu espírito de independência.
Vinicius Lindoso.
Guerra Civil no México
Hidalgo acabou sendo vencido, preso e fuzilado em 1811. Mas a luta popular continuou sob a liderança do padre José Maria Morelos y Pavón e de Ignácio Lopez Rayón. Dessa vez, as tropas eram mais bem treinadas e causaram grande temor aos realistas.Mas a guerra de independência do México se tornou uma guerra civil entre a população indígena e mestiça, que tomou a frente da batalha, e a elite criolla, que não queria perder seus privilégios - e, portanto, não estava disposta a ceder às reivindicações populares. Os espanhóis quase não participaram desses conflitos: foram os mexicanos que, divididos, lutaram uns contra os outros.Em 1815, depois que Morelos foi preso e fuzilado, as rebeliões populares foram aniquiladas pelos criollos. Nesse mesmo ano, o rei Fernando 7º, que havia recuperado o trono espanhol, iniciou a perseguição aos criollos que tivessem defendido qualquer tipo de ideal liberal na América. A partir desse momento, a Nova Espanha entrou em convulsão novamente, só que, dessa vez, os criollos estavam na liderança da rebelião e focalizaram as guerras contra a metrópole e seus representantes, os guachupins.Depois de 11 anos de guerra, em setembro de 1821, o México se tornou independente. Mas, apesar de os criollos terem vencido os pueblosindígenas e concluído o processo de independência, as lutas sociais continuaram agudas no México.
Mariana Soares
Conspiração de Querétaro e Grito de Dolores- México
Em Querétaro, centro agrícola de Guanajuato, um grupo de ricos criollos se organizou para depor os realistas da Nova Espanha. Entre os conspiradores se encontrava o padre Miguel Hidalgo y Costilla, pároco da cidade de Dolores.
Hidalgo era criollo, padre, acadêmico, estudioso do Iluminismo e defensor das causas dos grupos explorados, por isso contava com a admiração de indígenas e mestiços.Enfrentando as consequências da grave seca que, entre 1808 e 1809, tinha atingido o México e deixara os trabalhadores em situação miserável, oscriollos de Querétaro, sob a liderança de Hidalgo, organizaram um grande levante popular contra a Cidade do México.Em 16 de setembro de 1810, Hidalgo convocou as massas populares para lutar contra o domínio espanhol. Esse episódio passou à história como o Grito de Dolores, marcou o início da luta pela Independência do México e transformou Miguel Hidalgo y Costilla no primeiro líder desse processo, à frente de milhares de indígenas e mestiços. Apesar de não ter nenhuma proposta clara para o futuro país independente, o discurso de Hidalgo - a favor do fim da escravidão, da devolução das terras aos povos indígenas e da independência em nome da Virgem de Guadalupe (a protetora do México) - repercutiu em várias regiões, fazendo com que tropas desordenadas e mal treinadas se formassem em quase toda a Nova Espanha. As batalhas entre realistas e rebeldes, então, tiveram início.Os criollos de outras regiões, que também desejavam a independência, se amedrontaram com a grande participação de indígenas nas batalhas, e por isso se colocaram a distância - e, em alguns casos, ajudaram a combater os rebeldes.
Beatriz Lima ><
Independência do Chile
O Movimento de 'Independência do Chile' entre os anos de 1817 e 1818, liderado por Bernardo O'Higgins, libertou o país da dominação secular espanhola, porém colocou o novo país na órbita do imperialismo inglês, uma vez que, a partir da década de 20 as oligarquias conservadores assumiram o controle político do país, apoiada pela Igreja Católica, preservando portanto os privilégios da elite criolla. Nesse sentido, a vida econômica do país continuou a basear-se no latifúndio agrário e pecuarista na região sul e na exploração mineral na região norte.
A sociedade era formada por uma grande massa de trabalhadores assalariados e por uma pequena elite, sendo parte ligada ao latifúndio e parte ao setor exportador e financeiro. Essa elite manteve o poder político até 1881, quando foi substituída por uma nova elite, caracterizada porém por uma postura liberal e nacionalista, destacando-se o governo deJosé Manuel Balmaceda ( 1886-91) que realizou importantes reformas sócio econômicas e acabou por ser derrubado após uma pequena guerra civil. O "Parlamentarismo Chileno" (1891 1925) tornou-se então a fórmula política para que os conservadores mantivessem o poder. A eleição do Presidente da República deveria ser confirmada pelo Congresso Nacional. A primeira metade do século XX conheceu momentos de desenvolvimento industrial e urbano, aproveitando-se das Guerras Mundiais e ao mesmo tempo aumento da dívida externa, da inflação e da dependência em relação ao capital internacional. Desde a década de 20 era o imperialismo norte americano quem detinha maior influência sobre a economia do país e controlava principalmente a exploração de minério ( em especial o cobre). Ao mesmo tempo o êxodo rural e o crescimento de atividades urbanas remodelaram a sociedade, originando um proletariado mais significativo, assim como uma maior camada média. Essas mudanças foram acompanhadas no terreno político com a formação de novos partidos políticos e sindicatos, tanto de esquerda como liberais nacionalistas. Apesar de não ter havido no Chile um líder populista tradicional, a situação política era bem semelhante à de outros países: Polarização. De um lado as forças populares em conjunto com a classe média empobrecida e de outro as elites do campo e da cidade apoiadas no capital estrangeiro e pela Igreja Católica. Essa situação é bastante evidente após a Segunda Guerra Mundial, quando a partir da Doutrina Truman inicia-se a Guerra Fria, percebida na América Latina com a criação do TIAR em 1948. O primeiro reflexo dessa nova situação foi a aprovação da Lei da Defesa da Democracia ( chamada Lei Maldita), de 1948, que serviu para promover perseguições políticas a líderes sindicais e de partidos de esquerda. Mesmo com as perseguições, a organização popular tendeu a se fortalecer: em 1951 formou-se a Frente do Povo ; em 1953 foi fundada a Central Única dos Trabalhadores e em 1956 foi formada a FRAP ( Frente de Ação Popular).Essas novas organizações refletiam a situação de decadência econômica do país, fruto da queda das exportações e da maior inflação. Na década de 60 desenvolveu-se uma nova alternativa política, oPartido Democrata Cristão - PDC - que atraiu as camadas urbanas, inclusive parte do proletariado. O Governo do PDC a partir de 1964 foi marcado pelo projeto desenvolvimentista, apoiado em empréstimos externos, e pelo início de uma reforma agrária. No entanto, as superficialidades das medidas de Eduardo Frei descontentaram a maioria da sociedade, sendo que o próprio PDC dividiu-se em duas grandes facções ao passo que as camadas populares do campo e da cidade, apoiando as organizações de esquerda organizaram aUnidade Popular, que disputou e venceu as eleições de 1970, levando o socialista Salvador Allende ao poder, que seria deposto e morto pelos militares chilenos em 11 de setembro de 1973, logo Augusto Pinochet assumiria o poder e governaria de forma ditatorial.
Lucas, Marcio, Tajison e Pedro de Jesus.
El Libertador- Venezuela
Num primeiro momento a Junta Governativa de Caracas se declarou fiel a Fernando VII, mas quando as Cortes Espanholas tentaram bloquear os portos venezuelanos, o novo governo passou a lutar pela independência. Em julho de 1811 a Junta Governativa de Caracas decretou seu Ato de Independência, liderada por Cristóbal Mendonza. Bolívar convocou Francisco de Miranda para assumir o exército venezuelano, e Miranda acabou sendo aclamado ditador da Venezuela.
A reação espanhola foi violenta e Miranda, a fim de evitar um banho de sangue, assinou a rendição, em julho de 1812.
Os patriotas venezuelanos viram Miranda como traidor (inclusive Bolívar), e por isso o prenderam e o entregaram aos espanhóis. Por alguns meses a Coroa Espanhola retomou o controle da Capitania Geral da Venezuela. Mas em 1813, Bolívar que tinha se exilado na Colômbia invadiu o território e tomou Caracas. Tornou-se, então, presidente, aclamado como "El libertador".
Os patriotas venezuelanos viram Miranda como traidor (inclusive Bolívar), e por isso o prenderam e o entregaram aos espanhóis. Por alguns meses a Coroa Espanhola retomou o controle da Capitania Geral da Venezuela. Mas em 1813, Bolívar que tinha se exilado na Colômbia invadiu o território e tomou Caracas. Tornou-se, então, presidente, aclamado como "El libertador".
Mariana Carvalho
Inicio da luta pela independência na Venezuela
Em 1808, quando Napoleão Bonaparte aprisionou o rei espanhol Fernando VII e impôs seu irmão, José Bonaparte, como rei da Espanha, a elite criolla venezuelana vislumbrou a possibilidade da formação de um cabildo abiertoem Caracas, ou seja, um cabildo com a livre participação de criollos.
Essa era uma questão política que afligia os criollos há muito tempo, pois só os espanhóis de nascimento - os chapetones -, mandados para a América pela coroa espanhola, tinham plenos direitos políticos nas colônias. A crise espanhola abriu uma brecha no sistema de dominação metropolitana, e os criollos queriam se aproveitar dela para poder assumir o controle local.
Dessa forma se instaurou na Capitania Geral da Venezuela um conflito: de um lado, os espanhóis e os comerciantes, chamados de realistas, ligados diretamente ao mercado espanhol, que defendiam a submissão de Caracas às Cortes Espanholas; do outro lado, os criollos, chamados de patriotas, que queriam a autonomia da capitania.
Um ano antes, em 1807, Simón Bolívar, um militar criollo venezuelano, tinha retornado a Caracas. Na Europa frequentara reuniões liberais, algumas delas em companhia de Francisco de Miranda. Bolívar era um grande defensor da independência americana e, nesse processo, passou a ser um dos líderes dos patriotas.
Em janeiro de 1809, um novo governador chegou à Capitania da Venezuela, Vicente Emparan. Como era muito difícil a comunicação entre a Espanha e a América, os venezuelanos não sabiam ao certo se Emparan era um representante das Juntas Espanholas (a favor de Fernando VII) ou um político afrancesado (nome dado aos que defendiam a dominação francesa sobre a Espanha).
Nessa situação, em 19 de abril de 1810, os criollos de Caracas decretaram a formação de uma Junta Governativa, obrigando Emparan a renunciar ao governo da Capitania e expulsando todos os espanhóis da administração e do território venezuelano.
Yngridy Silva (:
Independência da Venezuela
O precursor da independência da América espanhola foi Francisco de Miranda, militar de Caracas. Profundamente influenciado pelos ideais liberais, serviu no Exército Real Espanhol e lutou na Guerra de Independência dos EUA. Depois da guerra, viveu alguns anos nos Estados Unidos. Foi amigo de Thomas Jefferson e, segundo algumas fontes, teria sido iniciado na maçonaria por George Washington.
No final do século XVIII, Miranda viajou por várias cortes europeias, buscando apoio a causa de independência da América. Participou de batalhas na Revolução Francesa entre 1791 e 1792, e chegou a conhecer pessoalmente Napoleão Bonaparte, que teria dito sobre ele: "Esse homem carrega uma chama sagrada na alma".
Em 1797 fundou em Londres (com representações em Madri, Cadiz e Paris) um grupo chamado de Logia Gran Reunión Americana, seguindo o modelo maçônico, com o objetivo de preparar as lutas pela independência da América espanhola. Dessa loja, sede inglesa, participaram Simón Bolívar, Bernardo O`Higgins e José de San Martín, que se tornariam líderes dos movimentos de independência americana.
Contudo, nesse momento, a elite criolla da Venezuela ainda não desejava a independência nem via com bons olhos o apoio estrangeiro à causa de Miranda, pois temia uma simples mudança de metrópole (da Espanha para a Inglaterra). Assim o líder revolucionário não conseguiu apoio e teve que fugir dez dias depois de seu desembarque.
No final do século XVIII, Miranda viajou por várias cortes europeias, buscando apoio a causa de independência da América. Participou de batalhas na Revolução Francesa entre 1791 e 1792, e chegou a conhecer pessoalmente Napoleão Bonaparte, que teria dito sobre ele: "Esse homem carrega uma chama sagrada na alma".
Em 1797 fundou em Londres (com representações em Madri, Cadiz e Paris) um grupo chamado de Logia Gran Reunión Americana, seguindo o modelo maçônico, com o objetivo de preparar as lutas pela independência da América espanhola. Dessa loja, sede inglesa, participaram Simón Bolívar, Bernardo O`Higgins e José de San Martín, que se tornariam líderes dos movimentos de independência americana.
Grande Colômbia
Francisco de Miranda concebia a formação de um grande império latino-americano, que compreenderia desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina, e teria o nome de Colômbia, em homenagem a Cristóvão Colombo. Enfim, em 1806, partindo dos Estados Unidos e contando com o apoio britânico, desembarcou em Coro, porto da Venezuela, pronto para pôr seus planos em ação. Nesse episódio, vale lembrar, a bandeira da atual Venezuela era o estandarte dos revolucionários.Contudo, nesse momento, a elite criolla da Venezuela ainda não desejava a independência nem via com bons olhos o apoio estrangeiro à causa de Miranda, pois temia uma simples mudança de metrópole (da Espanha para a Inglaterra). Assim o líder revolucionário não conseguiu apoio e teve que fugir dez dias depois de seu desembarque.
André Felipe Maia
Assinar:
Comentários (Atom)